O Segredo
Dou por mim a deambular numa cave bastante característica, não por ser no décimo andar de um prédio de apenas dois, mas porque encontrei uma caixa de contraceptivos. Olho para o calendário lunar e surpreendentemente já é dia 15 de Setembro. Convenhamos que não há melhor altura para se falar em arquitectura.
Falemos então…
É com grande espanto que vejo entrar pela janela o Manuelzinho, com uma carta na mão, que ele diz ter interceptado.
Desde logo se levantou e ergueu, voltando-se a sentar, dentro de mim um elevado grau de desconfiança. Manuelzinho não é propriamente um nome que se dê a uma pífia criatura que anda para aí a interceptar cartas. Mas passemos à carta.
A carta continha, nada menos nada mais, que uma declaração de amor do senhor António de Oliveira Salazar para a nazi, digo alemã Angela Merkel. Esta dita carta era bastante estranha, não porque o senhor em questão já bateu (e com muito orgulho) as chuteiras; mas sim porque vinha escrita em russo, mas um russo muito mal escrito, assim a fugir para o egípcio.
Vejamos então uma bagatela da carta, devidamente traduzida…
“Madame Rice, rainha do arroz, não sei se é amor ou se é paixão que arde dentro de mim, mas uma coisa eu sei, hoje está a chover.
Foi com grande pesar que tomei conhecimento do falecimento do seu irmão Adolf Hitler, pois tinha um respeito jamais visto pelo seu bigode, chegando por vezes, em dias de calor, a inveja-lo.
Minha adorável senhora, sem lhe querer faltar ao respeito, penso que é dotada de um lindo corpinho, mas como sei também da sua paixão pelo bom vinho do Porto, gostaria de a advertir para uma situação, por favor se conduzir não beba, ou melhor, visto tratar-se do admirável vinho do Porto, beba à vontade, mas não conduza, não vá o Papa tece-las.
Me despeço com grande saudade, e com um calor dentro de mim ainda maior do que quando iniciei a dactilografar esta carta.
Um beijo, do sempre seu
António de Oliveira Salazar”
Ora, estranho ou não uma coisa é certa, poderá dizer-se que António de Oliveira Salazar foi o grande responsável pela comercialização em massa do vinho do Porto na Alemanha, assim como o grande progenitor do celebre ditado “Por favor beba, mas não conduza”.
Muito obrigado Manuelzinho…
tD#02 2P

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